Tubarão Mangona É Capturado em Barra Velha

Tubarão Mangona É Capturado em Barra Velha

A espécie amedronta, porém não há registro de ataques. Foto: Richard Montibeller

Meio Ambiente-SC

Capturado numa rede de um dos pescadores artesanais do porto das Canoas, no Centro de Barra Velha (Norte-SC), um tubarão de mais de dois metros de comprimento provocou admiração e medo de moradores. O peixe da espécie cação Mangona foi pego durante as primeiras horas da madrugada da quinta-feira, 05, depois da laje de pedras da Praia Central, porém não há confirmação do local exato da captura. De acordo com levantamentos, não há registros de ataque desta espécie no Brasil, muito comum na saída de rios e águas rasas. 


O animal engatou-se numa rede de pesca artesanal. Foto: Ilustração

Depoimento

O guarda-vidas Richard Montibeller, que passou pelo local ainda cedo de manhã conversou brevemente com o pescador que pegou o animal. “Ele disse que esse tipo de tubarão não é comum por esta região, e pertence mais aos lugares tropicais do Nordeste. Segundo ele, o animal poderia ter se perdido numa corrente de água em alto mar”, contou Richard. 
A aparição destes animais sempre deixa um pouco perplexa a equipe de guarda-vidas que além de realizar resgates treina regularmente nas praias do município. 

O presidente da Fundação Municipal de Meio Ambiente (Fundema) Ivo Iberê saiu a tranquilizar a população informando publicamente que não existe alarme e que a aparição do animal é um caso isolado. 
“O cação — que significa a mesma coisa que tubarão — não é muito grande e pesa cerca de 200 quilos. Não há motivos para ter medo. É comum nesta época, entre novembro e dezembro, eles aparecerem e ficarem presos em redes de pesca”, destacou o presidente. 

Outros dois tubarões grandes apareceram há menos de um mês entre Paraná e Santa Catarina. Um foi capturado na Ilha do Mel (PR) e outro num local afastado da costa na altura da Praia Brava, em Itajaí (SC). 


Tranquilo apesar da dentadura. Foto: Ilustração Discobery

Comportamento 

O tubarão Mangona alimenta-se de pequenos peixes e é de hábitos noturnos. Prefere as águas rasas e apesar de ter um visual ameaçador, não existem registros de ataque. Possui um andar lento e não é agressivo enquanto não for molestado. 
Hoje esta espécie está entrando na lista de animais ameaçados de extinção. Antigamente sua presença pacífica era muito comum nas costas do Sudeste brasileiro, mas a sobrepesca e falta de alimento disponível o levaram a outras águas, diminuindo seu número. 

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