Filipe Toledo Vence US Open Of Surfing em HB

Filipe Toledo Vence US Open Of Surfing em HB

Pódio dos campeões com Tyler Wright e Filipe Toledo (Foto: Sean Rowland / ASP)

Pódio dos campeões com Tyler Wright e Filipe Toledo (Foto: Sean Rowland / ASP)

Circuito ASP-EUA

Uma final verde-amarela para festejar o inédito bicampeonato do Brasil em um dos campeonatos mais prestigiados do mundo, com os aéreos do paulista Filipe Toledo, 19 anos, superando o “power surf” do catarinense Willian Cardoso, 28, na decisão do título do ASP Prime Vans US Open of Surfing na Califórnia, Estados Unidos. Uma multidão lotou o píer e as areias de Huntington Beach no domingo e viu Filipe Toledo repetir o feito do catarinense Alejo Muniz, 24, que no ano passado bateu o norte-americano Kolohe Andino, 20, diante da sua torcida. Filipe acaba de se mudar de Ubatuba (SP) com toda a família para a Califórnia e tirou os Estados Unidos da decisão ao eliminar Brett Simpson, 29, na semifinal.

“Estou superfeliz porque foi uma bateria incrível contra o Willian (Cardoso)”, disse Filipe Toledo. “Ele (Willian) surfou muito bem o campeonato todo, mas acabei jogando o meu jogo, fazendo o que eu gosto de fazer que são os aéreos e deu tudo certo. Eu surfei aqui com muita dor no meu tornozelo (contundido na etapa passada, na África do Sul), então precisei tirar isso da minha mente e me senti bem nestas condições de mar. Eu ganhei aqui em Huntington mesmo a etapa do Pro Junior em 2011 e estava me sentindo confiante durante toda a semana”.

Pela vitória no Vans US Open of Surfing, Filipe Toledo faturou 40 mil dólares de prêmio e subiu do décimo para o segundo lugar no ranking que passou a ser liderado pelo australiano Matt Banting, 20 anos. Foi ele a primeira vítima do campeão no domingo, depois Filipe achou boas rampas para usar a sua variação de aéreos e fazer os maiores placares do último dia nas ondas de Huntington Beach. Contra o californiano Brett Simpson na semifinal, somou notas 8,93 e 8,60 para vencer por 17,53 a 13,60 pontos. E na grande final, aumentou essa marca para 17,56 com notas 8,83 e 8,73 e ainda jogou um 8,07 fora nas quatro únicas ondas que surfou na bateria. Willian ainda tirou a maior nota da final – 9,03 – e acabou computando um 3,77 porque não conseguiu surfar outra onda boa para reverter o resultado.

FINAIS BRASILEIRAS

Esta era a quarta final de Filipe Toledo em etapas do ASP Qualifying Series e a primeira foi contra o próprio Willian Cardoso, que em 2012 o derrotou no ASP 6-Star Burton Toyota Pro em Newcastle, na Austrália. No mesmo ano, Filipe ganhou o ASP 5-Star Sooruz Lacanau Pro na França batendo o australiano Jack Freestone, 22 anos, mas perdeu outra decisão brasileira contra um catarinense nos Estados Unidos, Jean da Silva, 29, no ASP 6-Star de Virginia. Mesmo assim, com estas três finais se classificou para a elite dos top-34 do ASP World Championship Tour de 2013. Willian ficou bem perto de entrar também nos três últimos anos, sempre saindo da lista dos dez indicados pelo ASP Qualifying Series nas etapas finais da Tríplice Coroa Havaiana.

“Estou feliz pelo resultado, o vice-campeonato em um evento importante como o US Open”, disse Willian Cardoso. “Eu tenho surfado bem nos últimos campeonatos, tudo parecia certo, mas os resultados não aconteciam. Aqui eu consegui chegar a uma final de novo e isso me dá mais confiança para o restante do ano. É incrível estar aqui neste lugar de tanta história no nosso esporte e isso realmente vai me ajudar na motivação para os outros eventos”.

Willian Cardoso entrando no G-10 pela primeira vez no ano (Foto: Sean Rowland / ASP)

Willian Cardoso entrando no G-10 pela primeira vez no ano (Foto: Sean Rowland / ASP)

G-10 PARA O WCT

O catarinense agora passa a figurar no G-10 pela primeira esse ano, saltando da 66.a para a 12.a posição no ranking com os 5.200 pontos do vice-campeonato no ASP Prime dos Estados Unidos. Ele é o penúltimo da lista porque o novo vice-líder Filipe Toledo, o terceiro Adriano de Souza, 27 anos, e o sétimo Adam Melling, 29, da Austrália, estão entre os 22 primeiros do WCT que são mantidos na elite e dispensam a vaga pelo ranking de acesso. O 13.o colocado que fecha o G-10 após as quatorze etapas completadas no US Open of Surfing é o australiano Matt Wilkinson, 25 anos.

Willian Cardoso foi o único a entrar na zona de classificação no ASP Prime dos Estados Unidos e quem saiu foi o norte-americano Patrick Gudauskas, 28 anos, que não passou da primeira fase esse ano. Ele já havia perdido a última vaga para o paranaense Peterson Crisanto, 22, que no último dia foi ultrapassado pelo catarinense e também pelo seu algoz em Huntington Beach, o californiano Brett Simpson. Mesmo assim, o Brasil continuou com quatro surfistas entre os dez indicados pelo ASP Qualifying Series para o WCT de 2015, sem contar Filipe Toledo e Adriano de Souza.

O paulista Wiggolly Dantas, 24 anos, campeão da primeira etapa com status Prime de 6.500 pontos do ano, o Quiksilver Saquarema Prime no Brasil, está em quarto no ranking, o potiguar Jadson André, 24, é o sexto e os catarinenses Tomas Hermes, 27, e Willian Cardoso ocupam a 11.a e 12.a posições. Dois são da Austrália, o líder Matt Banting e o último do G-10, Matt Wilkinson. E os outros quatro são o havaiano Keanu Asing, 21, em quinto lugar, o oitavo Charles Martin, 24, de Guadalupe, o nono Tim Reyes, 32, dos Estados Unidos e o décimo Billy Stairmand, 24, da Nova Zelândia.

Filipe Toledo aproveitou seu jogo aéreo para carimbar vitória em Huntington Beach.

Filipe Toledo aproveitou seu jogo aéreo para carimbar vitória em Huntington Beach.

WCT FEMININO

No domingo o US Open of Surfing também encerrou a sexta das dez etapas do Samsung Galaxy ASP Women´s World Tour e a disputa do título mundial ficou ainda mais acirrada. A decisão foi australiana e Tyler Wright, 20 anos, conseguiu a sua primeira vitória no ano para entrar na briga, ganhando a disputa contra Stephanie Gilmore, 26, que valia a terceira posição no ranking. A nova campeã do US Open já havia barrado a defensora do título mundial e líder do ranking 2014, Carissa Moore, 21, nas quartas de final realizadas no sábado, sempre fazendo as melhores apresentações entre as meninas.

Com a derrota, a havaiana poderia perder o primeiro lugar para Sally Fitzgibbons, 23 anos, se ela passasse para a final, mas a australiana acabou eliminada quando Stephanie Gilmore surfou a melhor onda do domingo em Huntington Beach, nota 9,93. Mesmo assim, a vantagem de Carissa Moore para Sally Fitzgibbons caiu para apenas 200 pontos. A havaiana segue na frente com 44.900 pontos, contra 44.700 da australiana, 41.000 de Tyler Wright e 40.750 de Stephanie Gilmore. As quatro vão brigar pelo título mundial nas quatro etapas que restam para fechar o WCT feminino de 2014.

“O campeonato foi longo, mas muito agradável para mim em todos os dias”, disse Tyler Wright. “Eu não estaria aqui sem o apoio da minha equipe e eles significam o mundo para mim. Todas as meninas surfaram muito bem todo o evento e foi maravilhoso ver isso. Eu me senti bem relaxada, só tentando surfar meu melhor e tudo correu muito bem para mim esta semana, então adorei tudo”.

PERU NO PÓDIO PRO JUNIOR – O maior campeonato do mundo também promoveu etapas do circuito norte-americano Pro Junior masculina e feminina em Huntington Beach, que foram encerradas no sábado. Dois brasileiros e igualmente catarinenses como Willian Cardoso, disputaram as semifinais, mas quem passou para representar a América do Sul na decisão do título foi o peruano Miguel Tudela. Ele ganhou a disputa pelas duas últimas vagas, que acabou tirando Yago Dora. E o atual campeão sul-americano Pro Junior, Luan Wood, já havia perdido na primeira semifinal.

Na bateria decisiva, Miguel Tudela não conseguiu achar boas ondas para continuar mostrando o seu surfe e terminou em quarto lugar, ainda assim um ótimo resultado para o surfista do Peru no maior palco do esporte nos Estados Unidos. O campeão Pro Junior do US Open of Surfing foi o australiano Matt Banting, que também no sábado confirmou a liderança no ranking do ASP Qualifying Series quando derrotou o brasileiro Jadson André nas oitavas de final do ASP Prime. O vice-campeão Pro Junior foi o norte-americano Cam Richards e em terceiro lugar ficou o havaiano Joshua Moniz.

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Texto:João Carvalho – Assessoria de Imprensa da ASP South America- jcarvalho@aspworldtour.com

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FINAL DO ASP WOMENS TOUR DO US OPEN OF SURFING:

Campeã: Tyler Wright (AUS) por 14,77 pontos (notas 8,67+6,10) – US$ 60.000 e 10.000 pontos no WCT

Vice-campeã: Stephanie Gilmore (AUS) com 13,16 (7,33+5,83) – US$ 25.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar – US$ 15.000 e 6.500 pontos:

1.a: Tyler Wright (AUS) 13.17 x 8.70 Malia Manuel (HAV)

2.a: Stephanie Gilmore (AUS) 16.10 x 14.03 Sally Fitzgibbons (AUS)

TOP-5 DO RANKING DO WCT FEMININO – 6 etapas:

1.a: Carissa Moore (HAV) – 44.900 pontos

2.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 44.700

3.a: Tyler Wright (AUS) – 41.000

4.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 40.750

5.a: Malia Manuel (HAV) – 31.900

FINAL DO ASP PRIME VANS US OPEN OF SURFING:

Campeão: Filipe Toledo (BRA) por 17,56 pontos (notas 8,83+8,73) – US$ 40.000 e 6.500 pontos

Vice-campeão: Willian Cardoso (BRA) com 12,80 (9,03+3,77) – US$ 20.000 e 5.200 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar – US$ 11.000 e 4.225 pontos:

1.a: Willian Cardoso (BRA) 15.66 x 8.57 Adam Melling (AUS)

2.a: Filipe Toledo (BRA) 17.53 x 13.60 Brett Simpson (EUA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar – US$ 7.000 e 3.320 pontos:

1.a: Willian Cardoso (BRA) 14.67 x 14.37 Maxime Huscenot (FRA)

2.a: Adam Melling (AUS) 15.60 x 11.67 Jordy Smith (AFR)

3.a: Filipe Toledo (BRA) 14.93 x 12.33 Matt Banting (AUS)

4.a: Brett Simpson (EUA) 13.83 x 11.43 Garrett Parkes (AUS)

G-10 DO ASP QUALIFYING SERIES – 14 etapas:

1.o: Matt Banting (AUS) – 12.920 pontos

2.o: Filipe Toledo (BRA) – 12.880

3.o: Adriano de Souza (BRA) – 10.789

4.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 10.025

5.o: Keanu Asing (HAV) – 9.276

6.o: Jadson André (BRA) – 9.040

7.o: Adam Melling (AUS) – 8.702

8.o: Charles Martin (GLP) – 8.566

9.o: Tim Reyes (EUA) – 8.410

10: Billy Stairmand (NZL) – 8.030

11: Tomas Hermes (BRA) – 7.100

12: Willian Cardoso (BRA) – 6.995

13: Matt Wilkinson (AUS) – 6.480

———–próximos sul-americanos até 100:

15: Peterson Crisanto (BRA) – 5.770 pontos

19: Alex Ribeiro (BRA) – 5.420

22: Heitor Alves (BRA) – 5.178

33: Krystian Kymerson (BRA) – 4.225

34: Caio Ibelli (BRA) – 4.210

43: Jessé Mendes (BRA) – 3.625

47: David do Carmo (BRA) – 3.505

58: Hizunomê Bettero (BRA) – 2.802

59: Bino Lopes (BRA) – 2.732

60: Santiago Muniz (ARG) – 2.705

61: Italo Ferreira (BRA) – 2.634

63: Marco Fernandez (BRA) – 2.603

71: Raoni Monteiro (BRA) – 2.400

74: Thiago Camarão (BRA) – 2.280

79: Alejo Muniz (BRA) – 2.160

82: Messias Felix (BRA) – 2.123

89: Ian Gouveia (BRA) – 1.932

93: Michael Rodrigues (BRA) – 1.826

96: Jean da Silva (BRA) – 1.766

99: Leandro Usuna (ARG) – 1.711

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