• Home »
  • Surf »
  • Christian Frolich entuba fundo em primeira trip para Indonésia

Christian Frolich entuba fundo em primeira trip para Indonésia

Christian Frolich entocado nas Mentawaii. Foto: Bruno Veiga
Surf-Fotos-Trips-Indo
Depois de atravessar o oceano atlântico, fazer escala em Dubai, tendo como última parada Jakarta, o sonho do surfista Christian Frolich foi atingindo a realidade.  Um barco, várias horas de navegação e muita expectativa trouxeram como resultado da paciência aquelas imagens que nas revistas pareciam tão longe e que agora estavam na sua frente. Ondas perfeitas, tubulares e poderosas, quebrando a poucos metros à espera de um novo visitante. (Veja as fotos e matéria completa)

As ondas entram com muita força em lugares mágicos: Foto: Bruno Veiga
HISTÓRIA
Christian, proprietário das lojas Teahupoo Surf House, na cidade de Joinville, em Santa Catarina, esteve durante 19 dias surfando na Indonésia, no arquipélago das Ilhas Mentawaii conformado por mais de 10.000 mil ilhas que integram o país conhecido como o paraíso das ondas.
“Foram as melhores ondas da minha vida. Já tinha surfado na Costa Rica, Peru, Fernando de Noronha e Panamá, mas nenhuma dessas ondas tinha as exigências técnicas, físicas e psicológicas de dropar ondas grandes sobre uma bancada de coral com um metro de profundidade.Só me resta agradecer o povo indonesiano pela receptividade enquanto estou planejando a próxima trip para voltar”, disse Christian.
Grupo todo na embarcação Alieota: Foto: Bruno Veiga
TRIP
A viajem teve quase um ano de organização. A primeira parte da trip iniciou no porto de Padan, de onde o barco Alieota zarpou com um grupo integrado por brasileiros e australianos rumo às ilhas Mentawaii. Durante 12 dias Christian e o grupo percorreu alguns dos principais picos do arquipélago como Lance´s Left (Esqueda de Lance) e Macarronis. 
A força da onda fazia estrondo na água: Foto: Bruno Veiga
“Pegamos ondas excelentes e com força que quebravam numa bancada perigosa e colorida”. Depois de outras nove horas de navegação para fugir da crowd e alcançar ondas mais limpas da ação do vento, o barco chegou a destino. “O barco balançava muito pelo tamanho do mar e  havia vomitado a noite toda sem dormir. Estava muito fraco e não consegui surfar em Thunder (Trovão), uma onda que quebrava com 10 a 12 pés de altura numa bancada com menos de um metro de profundidade dos corais”, contou Chris. “O tubo lançava baforadas e o barulho da onda, parecido com um trovão, podia ser sentido desde o barco”.
Surf soltinho sem botinha em direitas de responsa. Foto Bruno Veiga
NA VALA
Depois das ondas abaixar um pouco, o surf começou rolar solto e o grupo aproveitou as boas condições para realizar várias fotos iradas, registradas pelo fotógrafo baiano Bruno Veiga, que há sete anos trabalha com trips na Indonésia. “Ninguém, a não serem os profissionais, consegue pegar os maiores tubos na primeira viagem para lá. Tudo é questão de se acostumar e a parte mais importante de tudo é acreditar que você pode fazer isso, que a primeira impressão parece ser impossível”, explicou o fotógrafo Bruno Veiga.
Christian numa série resumida, entubando fundo. Foto Bruno Veiga.
Os australianos possuem um excelente nível de surf nestas ondas em função de estarem a somente quatro horas de viajem das ilhas. “Isso me fez ter a certeza que irei voltar um dia e pegar os maiores tubos que vierem para mim”, disse Christian, que surfou ondas de mais de dois metros tubulares, encarando esquerdas e direitas com pouca profundidade.
Christian chutando a rabeta fora nas esquerda. Foto: Bruno Veiga
CORAL
As sessões de surf foram sempre com botinhas de borracha para proteger os pés dos corais afiados presentes na maioria dos picos. Porém Chris, querendo fazer um registro fotográfico melhor, acabou conhecendo de perto o lado mais afiado da natureza. 
Surf sem botinha=Dois pontos sem anestesia. 
“Tive a ideia genial te tentar fazer uma queda sem as botas para garantir uma fotinho sem elas e isso me custou caro. Bati o pé no coral e fiz vários cortes no pé. No corte mais profundo precisei levar dois pontos para não ficar tão aberto e sujeito a infecção. Depois de uma super limpeza com limão tive que encarar os pontos sem anestesia nenhuma, uma experiência muito loca”, contou o surfista, lembrando que na noite do corte acabou tendo febre e a perna inchou. Depois de mais um dia perdido em recuperação, a volta às ondas foi de botinha grudada.
Velocidade, projeção e muito psicológico para encarar o drop. Foto: Bruno Veiga
DE RESPONSA
Uma das particularidades destes picos é a existência de cavernas submarinhas entre os corais e o alto nível de exigência na hora da queda. Apesar da beleza plástica, as ondas são verdadeiramente potentes, com a capacidade de quebrar pranchas com a força do lip.
“Duas ou três vezes a cordinha engatou no coral. Cheguei a ficar dentro de uma caverna e teve que abrir os olhos para procurar a saída. As pranchas partiam com facilidade pela grande pressão com que a onda quebra. No começo você surfa com muita limitação por uma questão de segurança até ir conhecendo a onda. Houve ondas que não tive coragem de pegar. Você começa a pensar que não pode se machucar porque está afastado da civilização, porque tem uma família te esperando. Porém se tiver que pensar essa é a melhor viajem já feita. Ondas perfeitas para onde quero voltar e pegar as maiores da série”, disse o atleta.
“Só tenho a agradecer o povo pela receptividade” 
Na volta, Chris e mais dois amigos conheceram a ilha de Bali, onde o surf esteve garantido por mais uma semana em ondas como Kuta e Uluwatu. Trânsito maluco, com muitas motos e muita gente chamaram a atenção do grupo. 
Principal meio de transporte entre ilhas, claro. Foto: Bruno Veiga
“A trip foi muito irada e encontramos alguns velhos amigos do surfe por lá e tudo acabou regado a muitas Bitangs que é a cerveja mais conhecida da indonésia”, finalizou Christian, que fez um excelente registro fotográfico, porém o melhor guardo para ele mesmo, na lembrança de tubos de sonho, cristalinos e perfeitos, gravados na retina e na alma. 
Entardecer de filme no barco. Foto: Bruno Veiga
Sushi na veia para repor energias. Foto: Bruno Veiga
Teahupoo Surf House (SC) presente na INDO. 
Todas as fotos possuem direitos reservados e foram produzidas por Bruno Veiga

Comentários

comentários

Compartilhe